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Gordura no fígado, cuidado, de repente quando você descobrir não da mais tempo

Amigos, normalmente as coisas acontecem sempre com os outros. Nós sempre imaginamos que nunca vamos passar por isso. Foi preciso que eu tomasse um tombo de moto para que nos exames de tomografia para verificar algum dano, mostrasse que eu estava com excesso de gordura no fígado....a chamada e traiçoeira esteatose hépatica (nome popular: gordura no fígado).

Graças a Deus! Foi a tempo. Vocês irão ler na matéria abaixo o perigo e os cuidados a tomar. Eu já estou na dieta e no tratamento, confiram: um abraço a todos

Aparício Mansur/velhochico.net

Gordura no fígado: Sinal de alerta

A esteatose é uma doença silenciosa. Assim, é preciso estar atento ao diabetes, ao colesterol e às triglicérides altos para ver se ela está associada à obesidade. Controlando esses problemas, é hora, em seguida, de atacar e curar-la

O fígado é um órgão que sofre calado e quando este é mal tratado pela ingestão abusiva de alimentos gordurosos pode ser acometido por uma doença muita perigosa conhecida como gordura no fígado, e sendo uma doença silenciosa, assintomática é perigosa e até mesmo fatal. O acúmulo de gordura no fígado, mesmo sem ingestão alcoólica, pode causar cirrose e, em alguns casos, até mesmo câncer de fígado.

A mera presença de gordura excessiva no fígado não é um problema grave. O tratamento visa eliminar a causa ou tratar o distúrbio subjacente.

Conheça Duas maneiras de evitar gordura no fígado:

• Diminuir a ingestão de álcool (o álcool pode diminuir a atividade do metabolismo e secreção de gordura, levanto a condição de fígado gorduroso);

• Vigiar a dieta (desnutrição e dieta pobre em proteínas podem resultar no acúmulo de gordura no fígado).

Perda de peso é fundamental

Diagnosticada a esteatose é hora de partir para o tratamento. Como não existem drogas para combater o problema, o primeiro passo é a perda de peso, mantendo-o na faixa ideal para a idade do paciente. O segundo, aplicado em paralelo, é a prática de exercícios físicos com regularidade e moderação, como, por exemplo, as caminhadas. E quando necessário, os médicos costumam indicar medicamentos para controlar o diabetes e o aumento dos lípides (gordura) sangüíneos. “É uma doença curável, basta vencer as suas causas”, afirma Sender J. Miszputen.

Na maioria dos casos, os cuidados com a alimentação prevalecem.

Não há remédios específicos. Alguns como a vitamina E, o ácido ursodesoxicólico e as glitazonas estão em fase de pesquisa. Mas ainda não podem ser utilizados pois não há provas de que funcionem mesmo.

A evolução se torna perigosa

É importante ter disciplina para reverter o quadro já que, se as causas não forem corrigidas, a esteatose pode evoluir para uma doença crônica, podendo se tornar uma perigosa cirrose hepática ou um câncer do fígado.

Embora não seja uma doença complicada de tratar, a prevenção é o melhor caminho. Para isso, basta estar atento a alguns indicadores como: manter o peso na faixa ideal, praticar uma atividade física regularmente, monitorar o colesterol, os triglicérides e, claro, manter o diabetes sob controle. Como você vê, a receita é quase sempre a mesma...

O organismo de quem conserva uma barriga proeminente fica refém de um tráfego intenso de moléculas gordurosas. Entenda por que elas se acumulam no fígado e dão origem à esteatose

Pessoas com gordura abdominal além da conta desenvolvem resistência à insulina — ou seja, o hormônio falha na hora de botar a glicose para dentro das células. Daí, após as refeições, partículas de açúcar são mal aproveitadas pelo corpo. No fígado, esse excedente vira matéria-prima para mais gordura.

É ali que são montadas as moléculas de triglicérides, uma das formas de gordura mais comuns no organismo. Normalmente a própria glândula faz questão de despachá-las. Uma parcela delas é queimada lá mesmo e a outra é liberada para a circulação por meio de uma proteína, a VLDL.

O problema, porém, recai mais uma vez sobre a resistência à insulina. Para driblar o distúrbio e abastecer os tecidos de glicose, o organismo passa a fabricar mais e mais dessa substância. Só que, justamente no fígado, essa sobrecarga bloqueia os mecanismos de queima e transporte dos triglicérides.

Ora, se você notou, foram interrompidas as duas vias de eliminação dos triglicérides. Sem saída, eles começam a se depositar no interior das células da glândula, os hepatócitos. Quando mais de 5 ou 10% deles se encontram abarrotados, é esteatose na certa
Saiba como os especialistas diagnosticam a esteatose

Para flagrá-la, os médicos requisitam exames de imagem que denunciam a presença de gordura. O mais usado é o ultrassom. Outros métodos, porém, visualizam o fígado com maior nitidez, caso da ressonância magnética e da tomografia — esta exemplificada pela figura da matéria, que estampa um caso típico de esteatose. Testes de sangue também ajudam a rastrear o mal e quanto ele já afetou o órgão

Fique por dentro de algumas das inúmeras e nobres funções do fígado

1. Armazena glicose para abastecer o organismo quando não há comida por perto

2. Produz a bile, o suco que ajuda a digerir a gordura da refeição, e a uréia, substância que participa da eliminação de toxinas pela urina

3. Processa álcool, medicamentos e outros compostos

4. Fabrica e recicla o colesterol, além de proteínas, como os fatores de coagulação do sangue e a albumina, que participa do equilíbrio de líquidos no corpo

Adeus, gordura!

Tudo o que engorda pode, sim, emagrecer. Com as células que habitam o fígado não é diferente. A regra número 1 para expulsar as moléculas gordurosas do interior dos hepatócitos é cultivar um cardápio menos calórico. “Deve-se reduzir o consumo de carboidratos e restringir a ingestão das gorduras trans e saturada”, orienta Edson Parise, que também preside a Associação Paulista para o Estudo do Fígado. Em suma: vá devagar com massas e afins, aposte nas carnes mais magras e evite produtos industrializados.

Para fechar, seja um esportista, no mínimo, quatro vezes por semana. Essa tática não só faz perder peso como minimiza a resistência à insulina, permitindo que os hepatócitos desovem a gordura para fora da glândula.

Recheadas de triglicérides, as células do fígado ainda trabalham, mas já não são tão eficientes como antes, além de ficarem mais suscetíveis a danos. O estoque de gordura, por sua vez, estimula a formação de radicais livres, moléculas capazes de lesar os hepatócitos.

O acúmulo gorduroso também faz as defesas recrutarem substâncias que instauram um processo inflamatório ali. Quando recorrentes, essas inflamações enfraquecem os hepatócitos, que, diante de sucessivas agressões, se degeneram — é o que os médicos chamam de esteato-hepatite.

Por muito tempo o fígado consegue substituir as células mortas. A partir de um momento, porém, ele não dá mais conta desse reparo e passa a tecer fi bras para preencher o espaço vago. À medida que esse tecido, mais parecido com uma cicatriz, se espalha, o órgão perde suas funções. É assim que vem a cirrose e o fígado vai à bancarrota.

Quem está acima do peso conhece as limitações causadas pelo excesso de gordura. Bastam alguns minutos de uma caminhada mais apressada para ficar com a língua de fora, os joelhos doerem... Sem contar com os problemas de saúde associados como doenças cardiovasculares e diabetes.

O que poucas pessoas sabem é que a obesidade pode ter como companheira a esteatose, uma doença que não se manifesta, mas que afeta o fígado e que, se não for descoberta e tratada a tempo, pode trazer más conseqüências.

Também chamada de “doença gordurosa do fígado”, esteatose é a infiltração de gotículas microscópicas de gordura no interior das milhões de células do órgão. “É a alteração do fígado mais freqüente no mundo, não causando sintomas específicos”, afirma o médico hepatologista de São Paulo,João Galizzi Filho, presidente da Sociedade Brasileira de Hepatologia.

Segundo o especialista, há dois tipos principais de esteatose: a que ocorre em quem consome bebida alcoólica com freqüência (o álcool interfere no metabolismo ou na transformação das gorduras) a que ocorre em pessoas que não bebem, mas têm a “síndrome metabólica”, (que é a reunião de quaisquer três dessas cinco doenças: obesidade abdominal, colesterol ou triglicérides elevados no sangue, diabetes tipo 2 ou ainda pressão alta).

Portanto, não apenas as pessoas que consomem álcool são propensas a desenvolver a esteatose. Nas demais condições, como a associada à obesidade, ela é chamada de “doença gordurosa não alcoólica do fígado”.

Uma doença assintomática

Ao contrário de muitos outros distúrbios de saúde, na maioria dos casos o organismo sequer dá qualquer sinal de que esteja ocorrendo alguma coisa de errado. De acordo com o médico Sender Jankiel Miszputen, professor-adjunto de Gastroenterologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), quem tem a doença gordurosa do fígado não sente absolutamente nada. “Ela só é diagnosticada por meio de exame de laboratório, como o que avalia as enzimas do fígado, ou através de ultrassonografia abdominal. Porém, para ser confirmada, é necessária uma biopsia”, explica.

Para o hepatologista João Galizzi Filho, a esteatose geralmente surge com obesidade abdominal, colesterol ou triglicérides elevados e diabetes. “É encontrada mais freqüentemente em mulheres por volta dos 50 anos, mas ocorre também em homens e em crianças”, complementa.

Ele sofre silencioso, aguenta as conseqüências dos exageros da gula e do álcool e quando dá algum sinal é o aviso para cuidar da saúde e repensar o estilo de vida. Estamos falando do fígado, o principal e maior órgão interno que, entre suas muitas funções, é responsável por processar os alimentos após sua absorção no intestino, por regular o metabolismo dos carboidratos, proteínas e gorduras que ingerimos, pela síntese e metabolismo do colesterol e alguns hormônios, além da metabolização dos medicamentos e depuração de produtos tóxicos aos quais o organismo está freqüentemente exposto. "Por ser um órgão vital para o ser humano, a manutenção de um bom funcionamento das funções hepáticas é fundamental para uma vida saudável", enfatiza o médico hepatologista Élson Vidal Martins Junior, diretor do Centro de Diagnóstico e Tratamento das Doenças do Fígado do Hospital da Beneficência Portuguesa de Santos. É o único da região que mantém uma unidade específica para tratamento dos males do fígado, entre eles as hepatites virais.

DOENÇAS HEPÁTICAS

Além das hepatites virais, outros graves problemas podem atingir o fígado como as hepatites alcoólicas e medicamentosas, esteatose hepática, doenças genéticas (como hemocromatose, caracterizada por excesso de ferro, e Doença de Wilson, excesso de cobre) e auto-imunes. E o pior é que geralmente as doenças evoluem sem apresentar nenhum sintoma. "Icterícia, o popular amarelão, e sintoma de lesão aguda ocorrem em fases mais avançadas em conjunto com a ascite (barriga d’água) e predisposição a hemorragias. O ideal é fazer periodicamente uma avaliação laboratorial e sorológica para pessoas com fatores de risco ou expostas", recomenda o médico Élson Vidal.

Segundo estimativas da OMS, em média de 2% a 3% das pessoas têm algum dos seis tipos existentes de hepatites (A, B, C, D, E e G). A do tipo C, para a qual ainda não há vacina, é considerada hoje um problema de saúde pública no mundo. A estimativa da Organização Mundial de Saúde (OMS) aponta para cerca de 200 milhões de pessoas infectadas com o vírus da hepatite C (no Brasil, calcula-se três milhões) e 300 milhões de portadores de hepatite B crônica. Boa parte desconhece ser portador do vírus, já que a doença evolui silenciosamente.

O FIGADO DE PROMETEU

Prometeu é um dos titãs da mitologia grega, celebrizado pela peça teatral escrita por Ésquilo 462 anos antes de Cristo. A história narra a punição que lhe é imposta por Zeus, pelo crime de roubar o fogo da inteligência dos deuses e dá-lo aos homens. Ele é acorrentado a um rochedo onde uma ave vem dilarerar-lhe o fígado diariamente. O fígado regenera-se à noite e, assim, a punição se torna eterna, para seu azar. Para nosso azar, de pobres mortais, os problemas do fígado não têm fácil solução.

SINAIS DE RISCOS

Alguns sinais e sintomas podem indicar a ocorrência de lesão hepática: icterícia (coloração amarelada da pele e olhos); urina escura e fezes esbranquiçadas; dor e inchaço abdominais; hematomas cutâneos e sangramento digestivo; fadiga crônica, náusea e perda de apetite. Élson Vidal lembra que a prevenção é o mais importante e a pessoa deve solicitar ao médico a inclusão dos testes de função hepática e sorologias para hepatite durante os exames de rotina.

COMO SE PROTEGER

Evite consumo desnecessário de medicamentos e não misture remédios sem escutar o médico; evite consumo de drogas (além da dependência química e psicológica, drogas como cocaína, ecstasy e solventes são tóxicos para o fígado); evite consumo abusivo de bebidas alcoólicas; não misture medicamentos com álcool; evite se expor e inalar solventes; utilize máscaras em caso de exposição prolongada a inseticidas, tintas e combustíveis e luvas para manipular esses produtos, que podem ser absorvidos pela pele; utilize preservativos nas relações sexuais; não compartilhe material de manicure e de barbear; adote uma alimentação saudável e balanceada, evitando gorduras e alimentos ricos em colesterol e ingerindo doces com moderação. Certifique-se da procedência de alimentos como ostras e mariscos, que podem ser contaminados com o vírus da hepatite A.

Em caso de diabetes, é importante manter a glicemia dentro dos parâmetros recomendados pelo seu médico. A manutenção do peso é fundamental, já que a obesidade é uma das principais causas de dano hepático. Faça atividade física regular e, se estiver fazendo dieta para emagrecer, assegure-se da ingestão de vitaminas e sais minerais de que seu organismo necessita.

PREVENÇÕES E TRATAMENTOS

A hepatite B pode ser prevenida através de vacinação. Já para o tipo C, transmitida principalmente através de sangue contaminado, não há vacina e o melhor é evitar procedimentos de risco (tatuagem, piercing, uso comum de aparelhos de manicure, barbear, seringas). O vírus da hepatite C sobrevive no meio ambiente por até 72 horas e, o do tipo B, por uma semana.
O médico Élson Vidal explica que os tratamentos para as doenças hepáticas são muito eficazes atualmente, especialmente para as hepatites virais B e C. "Outras doenças hepáticas também têm tratamento, mas é importante tratar cada caso individualmente. Além disso, temos o transplante hepático com ótimos resultados". A unidade de doenças do fígado da Beneficência Portuguesa desde o ano passado vem atendendo pelo SUS os pacientes encaminhados pela Secretaria de Saúde de Santos, após a confirmação da doença.

MITOS E VERDADES

Dor-de-cabeça não é sintoma de dano hepático. Na maioria das vezes trata-se de quadro de enxaqueca.
Os sintomas atribuídos ao fígado são, geralmente, decorrentes de doenças gástricas ou esofágicas.
• Medicamentos "hepatoprotetores" (daqueles que costumam ser tomados depois de uns goles a mais ou exagero na comida) não possuem

Fontes: Diversas Internet


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