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Se você hoje passar em frente ao Sitio Arqueológico em Buritizeiro, só vai ver mato.
Depois das escavações interessadas, cobrem tudo com uma lona, jogam terra em cima, o mato cresce, e sei lá meu Deus quando, eles voltam e "escarafuncham" tudo de novo. É a UFMG? São pesquisadores da França, porque tanto segredo?

O achado é coisa pro mundo inteiro saber, conhecer, faz parte da história das duas cidades. Porque tudo é tão vigiado e controlado? Descobertas neste gênero, são divulgadas para o mundo todo, em cadeia aberta de tv, jornais, internet e tudo mais.

Aqui, não, eu "suei" para poder publicar estas fotos! Fiz questão de voltar a primeira pagina do site para ver se alguem se sensibiliza e mostra ao mundo o que é de direito.

*.............Continuando os trabalhos de pesquisa e escavações, no Sitio Arqueológico na vizinha cidade de Buritizeiro à margem esquerda do Rio São Francisco, a equipe de arqueólogos da UFMG, descobriram uma série de ossadas humanas (fotos), que após os testes de laboratórios comprovaram uma idade acima de 6.000 anos.

Junto a duas das ossadas encontradas, lanças estavam sobre os ossos, dando a entender terem sido enterradas com elas.

Ossadas encontradas em Buritizeiro datam de mais de 6.000 anos

Nestas fotos pode-se observar que acima da cabeça deste corpo, existe outro crânio (ainda estavam escavando)

O trabalho é minuncioso, a água é jogada nos pontos mais críticos, para amolecer o terreno

Cada ponto é marcado, fotografado,....é um trabalho muito técnico e de muita paciência

Nayara, Rosiane e Kaio trabalham como voluntários catalogando todas as peças encontradas parabéns

Toda terra é peineirada. Por menor que seja o osso, ou objeto encontrado, tudo é catalogado e guardado para estudo

O potencial arqueológico da região é imenso, não só na margem esquerda, como também na direita, principalmente nas corredeiras do rio São Francisco, onde se encontram utensílios, ferramentas e armas feitas em pedras.

Estou preparando um material para publicação, onde tudo esta sendo fotografado, e catalogado para uma melhor compreenção dos amigos.

Um abraço a todos!

Mansur


Uma equipe de pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) encontrou, em um sítio arqueológico em Buritizeiro, a 357 quilômetros de Belo Horizonte, no Norte de Minas, quatro ossadas humanas com aproximadamente 6 mil anos. A descoberta, feita pelo grupo do pesquisador André Prous, do Departamento de Antropologia da UFMG, poderá revelar novos detalhes sobre a ocupação do território mineiro no período pré-histórico.

Além das ossadas, foram encontrados vestígios do homem pré-histórico, incluindo artefatos usados nos períodos da pedra lascada (paleolítico) e da pedra polida (neolítico). Esses materiais vão ser enviados ao Museu de História Natural de Belo Horizonte, no Bairro Horto, na Região Leste da capital. Já os ossos serão levados para São Paulo, onde serão estudados por equipe especializada em bioantropologia.

O professor Prous destaca que a descoberta em Buritizeiro tem grande importância para a pesquisa sobre a ocupação do território mineiro, tal como os sítios arqueológicos da região de Lagoa Santa, na Grande BH, que têm entre 8 mil e 12 mil anos. Neste caso, ressalta Prous, as ossadas do município do Norte de Minas “vão ajudar a decifrar um hiato na evolução do homem pré-histórico em Minas e no Brasil”. O material também será relevante para a pesquisa sobre o povoamento do Vale do Rio São Francisco.

Prous iniciou os estudos em Buritizeiro em 2005. Este mês, ele retornou ao município, acompanhado por uma equipe de 11 estudantes dos cursos de história, ciências sociais e ciências biológica. O grupo permanece na cidade até o dia 28.

O sítio arqueológico de Buritizeiro, localizado em um terreno no Centro da cidade (ao lado da prefeitura), foi descoberto na década de 1980. O achado se deu por acaso. Um grupo de homens trabalhava na abertura de valas para instalação da rede de esgoto quando encontraram um antigo cemitério. Um dos operários se interessou pela descoberta e comunicou o fato ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O órgão enviou técnicos à cidade, que constataram a existência de vestígios pré-históricos. As obras no local foram embargadas e o terreno tombado como patrimônio da União

Luiz Ribeiro - EM

Mansur
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