Movimentada a manhã de quarta feira na Praça dos Cariris. Agentes de Saúde atenderam a todas as pessoas, conferindo peso e altura, medindo a pressão arterial e principalmente fazendo a coleta de sangue para leitura imediata do nível de glicose no sangue.
As pessoas que possuiam alguma disparidade no exame, tanto da pressão, como do nível alterado da glicose, eram aconselhadas e orientadas a procurarem um médico, ou o posto de saúde.
Parabéns pela iniciativa, eu estive presente e fiz o meu teste! Valeu!
Abaixo, saiba mais sobre o Diabetes.
É uma doença
incurável, não transmissível de uma pessoa para outra,
caracterizada por um distúrbio do metabolismo do aproveitamento da
glicose. Consiste no aumento do teor de glicose no sangue devido a diminuição,
ausência ou não utilização da insulina, hormônio
produzido pelo pâncreas.
Não poupa ninguém , crianças, jovens, adultos ou idosos
atingindo cerca de 100 milhões de pessoas. Acredita-se que, até
2010, teremos 240 milhões de diabéticos no mundo.
O que acontece?
O nosso organismo precisa de combustível para funcionar. A glicose existente nos alimentos é o nosso combustível. Quando nos alimentamos, a glicose passa para o nosso sangue; todavia, para penetrar nas nossas células necessita da insulina que funciona como se fosse um “transportador” que a leva para o interior das células, onde é aproveitada.
Há pessoas que não
fabricam insulina; são as que possuem diabetes tipo 1 e precisam receber
insulina por toda a vida.
Outras tem insulina, porém esta não consegue funcionar adequadamente;
necessitam de controle alimentar e podem precisar de medicamentos orais.
DIAGNÓSTICO
Mediante riscos e determinadas queixas, o exame inicialmente realizado é a dosagem de glicose no sangue. A taxa normal em jejum é de 70 a 110mg por 100ml de sangue. Lembrando que o diagnóstico é sempre estabelecido pelo médico.
PRINCIPAIS SUSPEITAS
É importante que se saiba reconhecer os sintomas, antes que a doença se agrave e cause maiores danos. Por isso, consulte um médico, se você ou alguém de sua família tiver:
• sensação
de cansaço ou de fraqueza, com freqüência;
• muita sede;
• urinando demais;
• muita fome;
• rápido aumento ou perda de peso;
• dificuldade de cicatrização de ferimentos;
• coceiras pelo corpo, principalmente nos genitais femininos;
• dificuldade crescente para enxergar;
• dormência, formigamento, choque ou câimbra nas mãos,
pernas e pés.
QUAL É A CAUSA?
Não se sabe porque esse distúrbio metabólico acontece. Não há causa definida, mas pessoas com parentes diabéticos têm maior probabilidade de desenvolver a doença, principalmente se existirem outros fatores de risco, tais como: obesidade, “stress”, sedentarismo, doenças infecciosas, abalos emocionais e gravidez.
QUAIS SÃO AS CONSEQUÊNCIAS?
Complicações
agudas: podem ocorrer por excesso ou falta de glicose no sangue podendo levar
ao coma e à morte se não forem tratadas com urgência.
Conseqüências do diabetes não controlado: cegueira, por
retinopatia diabética e catarata.
enfarte do miocárdio, é duas a três vezes mais freqüente
nos diabéticos.
A gangrene, ocorre por diminuição
da circulação arterial no pé e na perna. Graves problemas
e conseqüente amputação podem ser evitados com medidas
simples e sistemáticas, aplicadas pelo próprio paciente. Impotência
sexual masculina é comum entre os homens diabéticos outras complicações
graves.
"Todas estas conseqüencias podem ser evitadas através de
um controle eficaz".
PREVENÇÃO
Se você não é diabético e deseja se prevenir, é importante adotar estilo de vida que controle os vários fatores de risco.
O QUE FAZER?
Se você é diabético,
precisa aprender a controlar sua doença.
O principal deles é a alimentação inadequada.
Lembre-se a maior parte da glicose vem dos alimentos que você ingere.
Por isso o importante é que a alimentação seja equilibrada
em quantidade e qualidade de alimentos.
Observe as seguintes dicas:
• equilibre a alimentação;
• utilize corretamente os medicamentos indicados pelo médico;
• controle o peso, o “stress” e a pressão arterial;
• pratique atividade física regularmente para ajudar a consumir
a glicose;
• se for gestante, siga rigorosamente as recomendações
do pré-natalista;
• substitua o açúcar por adoçantes artificiais;
• evite outros agravos à saúde, principalmente infecções.
• dispense cuidados diários ao corpo, especialmente pés,
olhos, dentes e pele;
• vacine-se para pneumococos de 5/5 anos e para gripe todos os anos;
• não fume e evite bebidas alcoólicas;
• equilibre trabalho, divertimento e repouso;
• durma regularmente e aproveite finais de semana e férias para
descansar;
• não cometa excessos.
PROCURE AJUDA
Há várias associações que oferecem ajuda ao diabético. A Intermédica oferece o PROGRAMA DE APOIO AO PACIENTE (PAP) que poderá orientá-lo, gerenciando e acompanhando seu tratamento, ajudando-o a praticar autocuidados, tais como:
• o que, quanto e
como se alimentar?
• como praticar atividades físicas?
• como realizar o automonitoramento (exames de sangue e urina)?
• como examinar e cuidar dos pés?
• como conservar e aplicar insulina, se for necessário?
Além disso, orienta sobre atendimento médico e organiza grupos de apoio para esclarecimento de dúvidas e troca de experiências com outras pessoas nas mesmas condições, você terá oportunidade de compartilhar sentimentos e ansiedades entre amigos.
Diabetes e uma dieta sadia
Quando o assunto é diabetes, uma dieta sadia começa bem antes de se sentar à mesa. É o que se chama Planejamento Alimentar: escolher alimentos adequados, controlar o peso e equilibrar a quantidade do que se come com as calorias que se gastam.
Escolha dos alimentos
Pães, vegetais, frutas e doces afetam o nível de glicose no sangue de várias formas. Como escolher e o que comer? Primeiro: a orientação de um nutricionista é fundamental para fazer a escolha certa. Segundo: ter disciplina e seguir à risca o que for indicado. E algumas dicas que você já pode seguir sobre os tipos de alimentos a consumir e a evitar, a utilização de temperos e sal, a importância de se ler as informações das embalagens de produtos.
Comer fora de casa
De que adianta você tomar todos esses cuidados em casa se, ao sair, corre o risco de perder o controle do nível de glicose no sangue? Existem algumas formas de você planejar essas saídas.
Saber com antecedência o que vai ser servido e levar algo de acordo com o plano alimentar pode ser uma saída. Em restaurantes, o ideal é pedir alimentos assados ou grelhados, acompanhados de salada e com molho à parte.
Bebidas Alcoólicas
Para quem usa insulina ou comprimidos, bebida alcoólica pode representar perigo para o nível de glicose no sangue. Mas isso não significa que não se pode beber. Não é aconselhável, porém, tomar mais de duas doses por dia, considerando-se que uma dose-referência para o diabético equivale a um cálice de vinho, uma lata de cerveja ou meia dose de destilado. É imprescindível, também, fazer o teste do nível de glicose no sangue depois de beber.
Outras dicas: beber lentamente e como acompanhamento da comida, dar preferência à cerveja light ou sem álcool e combinar a bebida alcoólica com água mineral ou refrigerantes dietéticos.
Dicas para uma dieta sadia
• Controle a quantidade de alimentos a ser ingerida.
• Utilize alimentos ricos em fibra, tais como frutas e vegetais frescos; pão e cereais integrais; feijão e legumes; arroz integral, cevada e aveia. Todos evitam que o nível de glicose suba muito rapidamente depois de sua ingestão.
• Elimine manteiga, margarina, óleo, molhos de saladas e creme na comida ou durante o preparo da refeição.
• Evite carne com gordura, leite integral, queijo e frituras. Retire a pele da galinha, separe a gordura da carne antes de cozinhar ou comer. Tome leite semi-desnatado ou desnatado.
• Tome cuidado com o que pedir em restaurantes e lanchonetes. As comidas do gênero "fast food" geralmente têm muita gordura.
• A pressão arterial alta é comum em pessoas com diabetes. Por isso, não utilize sal nos alimentos, mesmo no seu preparo. Use temperos sem sal, como alho em pó, cebola, pimenta e ervas.
• Evite alimentos como carnes defumadas, pepinos curtidos, batatas fritas, salames. Eles contém muito sal.
• Leia os rótulos das embalagens. Elas costumam trazer o valor nutritivo e as calorias dos alimentos, entre outras importantes informações.
• Anote o que se come. Isso ajuda ao controlar a quantidade e a qualidade dos alimentos, além de saber qual deles pode estar afetando o seu nível de glicose no sangue.
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