Um povo se faz com a sua história! Alí, bem em frente ao antigo Xangô esta a Pedra de Amolar, ou Pedra Afiadeira. Era usada a milhares de anos pelos antigos habitantes, indios ou povos pré históricos, não importa, mas ela esta lá. Retirada pelas retro escavadeiras por ocasião da limpeza das duchas, ou na época da retirada das pedras para calçar a cidade, ela esta alí, jogada , revirada sem nenhuma importancia para os que não conhecem.
Entretanto, é um enorme patrimônio da nossa história antepassada. Ali os antigos moradores afiavam suas armas, suas ferramentas, e pelas marcas, nota-se que era bastante usada.
Esta pedra me foi atirada ao rosto, por ocasião de uma entrevista recente ao professor André que faz as escavações do outro lado no Sitio Arqueológico de Buritizeiro, ele disse quando eu cobrei uma maior divulgação do que estava sendo feito, : ..." e a pedra afiadeira que vocês têm do lado de lá (referindo a Pirapora) o que farão dela?"
Enfiei minha viola no saco e vim correndo tomar as providências, antes que eles (os "historiadores, escavadores, ou sei lá o que) a requisitem, e a levem embora de Pirapora para algum museu para "estudos".
Faço aqui, senhor Prefeito Warmillon, um pedido e uma sugestão: ...retire esta pedra de onde está, e coloque-a sobre um soporte de alvenaria no estacionamento do Centro de Convenções. Ficará um monumento bonito, expressivo, e com uma pequena placa informativa, todos conhecerão um pouco da história daquela região, onde habitavam os antigos povos" . O custo é pequeno e a marca não tem tamanho, porque uma pedra tem a eternidade como futuro.
Agradeço ao "Titio Lídio" , Sr. Lídio Batista da Rocha , a ajuda, e a orientação de todas as informações que tenho obtido sobre os antigos povos das margens do rio São Francisco.
Vejam abaixo as fotos!



Esta pedra, que hoje enfeita minha estante, eu a trouxe do meio da cachoeira, por ocasião da limpeza das duchas. É uma "pegada" feita na pedra. Sabe lá Deus a quantos anos, quando a retirei fui motivo de chacota de muitos que lá estavam. Hoje , foi comprovado como um fóssil da epoca.
Um abraço a todos,
Mansur
A cada seis meses, a equipe do Professor André (UFMG/França), retorna ao sítio arqueológico de Buritizeiro e reiniciam as escavações. E mais uma vez, fui perguntado por ele pela pedra afiadeira. A sugestão da transformação da pedra em monumento e tira-la da beira das duchas onde serve de escora para lixo, foi dada por mim, depois de certa pesquisa. Eu procurei me informar junto ao DNPM, IBGE, IEF, IPHAN a todos os órgãos responsáveis, e ficou claro que o responsável seria de fato o IPHAN.
Então através da Dra. Maria Jacqueline Rudes, companheira de pesquisa do Professor André Pelos obtive maiores informações, tendo ela inclusive se prontificado a vir a Pirapora fazer o laudo da pedra para apresentar ao IPHAN.
Como na época era período de eleições, achamos por bem adiar mais um pouco o projeto. Gostaria de esclarecer, principalmente para algumas pessoas que foram contra ao projeto na ocasião, o seguinte: ..." a pedra só seria já um monumento, se estivesse no seu local de origem". A pedra de afio, esta onde está por ação antrópica. Ela foi sendo jogada de lado a outro pela cachoeira até chegar onde está. Por ter sido retirada do seu local de origem, foi descaracterizada. E para terminar, quem disse que estes sulcos onde se amolavam as ferramentas foi erosão causada pelas águas do rio, peço que voltem la nas duchas e olhem de novo, o movimento que a água teria de fazer, seria no mínimo mágico para cortar a pedra em tantas direções, além do mais, ela já foi vista e atestada por especialistas.
Abaixo, apenas
para relembrar, reproduzo a matéria da época:
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